Quando o jogo acaba, o medo começa: derrotas inesperadas no futebol elevam em 6% os registros de violência doméstica 16 de julho de 2026

Marcia, de 45 anos, aprendeu a ler o calendário do Campeonato Brasileiro antes de conseguir dar nome ao que vivia. Nos dias de jogo do Corinthians, o jantar tinha que estar pronto antes de a bola rolar. As crianças iam para a casa da avó sempre que dava. Visitas, ela desmarcava com desculpas inventadas. Durante os 90 minutos, nenhuma pergunta. “Eu vivia em estado de alerta, tentando prever o humor dele e evitar qualquer situação que pudesse provocar uma explosão”, conta ela, hoje com 45 anos.

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