O Rio Grande do Sul registrou 24 feminicídios entre janeiro e março de 2026. O número representa um aumento de 50% com relação aos três primeiros meses do ano passado, quando 16 mulheres foram mortas em razão do gênero.
Conforme dados da Polícia Civil, as vítimas não possuíam medidas protetivas vigentes contra os autores em 83% dos casos. Entretanto, metade delas já tinha algum registro de ocorrência policial antes da morte.
— De modo algum podemos culpar essas mulheres que morreram em silêncio sem medida protetiva. Pesquisas indicam que a mulher vítima leva em média 10 anos para pedir ajuda, registrar uma ocorrência. O nosso maior desafio é chegar antes que este crime aconteça — avalia a delegada Waleska Alvarenga, diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher da Polícia Civil do RS.