Pesquisa da USP denuncia falha sistêmica na rede de proteção e a ausência de políticas de reparação para os sobreviventes de crimes que não terminam com a condenação do agressor.

Pesquisa da USP denuncia falha sistêmica na rede de proteção e a ausência de políticas de reparação para os sobreviventes de crimes que não terminam com a condenação do agressor.

O Brasil registrou 1.568 casos de feminicídio em 2025, o maior número desde que o crime passou a ser tipificado no País. Por trás desses dados, há filhos, pais, irmãos e outros familiares que convivem com os impactos da violência muito depois do fim do processo criminal. É essa realidade que a assistente social Andréia do Nascimento Santos investigou em sua dissertação de mestrado na USP.

A pesquisa mapeou os efeitos do feminicídio sobre órfãos e familiares, grupo denominado pela autora como “vítimas invisíveis”. A partir da metodologia da história oral testemunhal, foram reunidos relatos de três mulheres que perderam, respectivamente, a mãe, a irmã e a filha para a violência de gênero.

Matéria completa: