O Brasil atingiu uma marca alarmante no início deste ano ao conceder 255.123 medidas protetivas de urgência apenas no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), esse é o maior volume registrado desde o início do monitoramento em 2020, o que equivale a uma decisão judicial de proteção emitida a cada 30 segundos no país.
No entanto, o avanço no acesso à justiça ocorre em paralelo a um cenário de extrema violência: o mesmo período foi o mais letal para as brasileiras desde 2015, contabilizando 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março.