“As soluções oferecidas — técnicas e jurídica-policiais, não tensionam a estrutura, mas a estabilizam. Elas parecem ainda operar como dispositivos de governo que gerenciam a indignação e regulam afetos, mantendo intactas as hierarquias de gênero, raça e classe que sustentam o feminicídio e o estupro como práticas de poder reiteradas”.
O artigo é de Jacqueline Muniz.
Jacqueline Muniz é cientista social (UFF), mestra em Antropologia Social (Museu Nacional/UFRJ) e doutora em Ciência Política (IUPERJ/UCAM).